Rádio Central Angico - Ba: Demissão surpreende também jogadores e faz Mano ter de pagar R$ 1 mi ao Fla; Abel é o mais cotado

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Demissão surpreende também jogadores e faz Mano ter de pagar R$ 1 mi ao Fla; Abel é o mais cotado

Demissão surpreende também jogadores e faz Mano ter de pagar R$ 1 mi ao Fla; Abel é o mais cotado

 
 
A demissão de Mano Menezes caiu como uma bomba na diretoria do Flamengo. Sonho alcançado há três meses, o treinador surpreendeu todos com a saída, considerada intempestiva, ainda no vestiário do Maracanã, após a derrota para o Atlético-PR. Já fora do estádio, os vice-presidentes do clube souberam da notícia por meio de transmissões de rádio. E ficaram estupefatos. Por isso, desejam fazer valer o contrato em caso de rescisão unilateral: o pagamento de dois meses de salários, que estavam em dia. Em outras palavras, a decisão de Mano Menezes o fez estar em débito de, aproximadamente, R$ 1 milhão com o Flamengo.
O vínculo do treinador com o clube era válido até o final de 2014. Apresentado em 17 de junho com a esperança de alavancar um projeto de longo prazo, Mano não colecionou nenhum grande problema que possa ser apontado como a gota d´água para o pedido de demissão. Entre a diretoria, muitos utilizaram o termo "covarde" para classificar o técnico após sua saída. A avaliação é de que o treinador, reticente com os resultados do time e temendo uma desvalorização profissional diante de um possível rebaixamento no fim do ano, resolveu rasgar o contrato e abandonar o barco.

Mano Menezes ao comunicar sua saída do Flamengo no Maracanã
Mano Menezes ao comunicar sua saída do Flamengo no Maracanã
 
Nos bastidores da demissão de Mano, um possível interesse do Corinthians, que vive má fase e tem Tite sob perigo, também foi cogitado para justificar a ação. Mas não só os dirigentes ficaram surpresos. Ainda no Maracanã, Mano informou sua decisão diante de jogadores e do diretor-executivo de futebol, Paulo Pelaipe. Alguns atletas deixaram o banho para tentar entender os motivos e dissuadi-lo da ideia.
 
O técnico foi direto e comunicou o discurso, repetido momentos depois de forma mais polida diante de jornalistas, de que o grupo não conseguira assimilar o que era passado, além de ter se queixado da falta de atenção de alguns atletas durante as instruções. E informou que o melhor seria separar os caminhos naquele instante. Decisão tomada, ele se dirigiu à sala de entrevistas sem ter comunicado a nenhum dirigente, além de Pelaipe.
 
O contrato assinado com o Flamengo previa bonificações por metas alcançadas, como sequência de vitórias, classificações para competições e avanço de fase, esta atingida na Copa do Brasil diante do Cruzeiro. Assim que chegou ao clube, Mano sabia das limitações, mas pediu reforços. Com o passar do tempo e a proximidade do fim da janela, apenas André Santos foi incorporado ao grupo. O jeito foi olhar para o mercado interno. Chicão chegou do Corinthians. E Rodriguinho, meia do América-MG, foi sondado. Com a pedida alta do clube mineiro, o jogador parou no exterior. A demora de ação da diretoria deixou o treinador por vezes insatisfeito.
 
Ruídos ocorreram mais diretamente com o setor de comunicação do clube. Na última semana, Mano havia agendado entrevistas a três veículos de imprensa. A comunicação tentou demovê-lo da ideia e cancelar os compromissos, mas o técnico foi firme e cumpriu o combinado por sua filha e assessora pessoal, Camilla Menezes. A saída repentina do técnico causou ainda mais estranheza após sua última entrevista coletiva, no Ninho do Urubu, na véspera da partida contra Atlético-PR. Mano disse compreender o momento difícil, ver evolução no time e afirmou já tratar do planejamento para a próxima temporada. E tudo pareceu ter se dissipado em um dia.
 
Abel é nome mais cotado
 
Sem treinador, a diretoria do Flamengo passou a se comunicar via e-mail logo após o pronunciamento de Mano Menezes no Maracanã. Há sugestões distintas dos vice-presidentes, mas o nome que encabeça a preferência dos dirigentes é o de Abel Braga, ex-Fluminense e que passou pelo clube em 2004.
 
Pesa contra a chegada a própria vontade do técnico, que admite voltar à ativa só em 2014, o alto salário recebido por ele em sua passagem pelo Tricolor, mais alto do que o de Mano, e as seguidas propostas do Oriente Médio, onde conta com muito respeito.
 
Em outra ponta surge o nome de Celso Roth, defendido por quem acredita ser o ideal para fechar o elenco, arrancar vitórias magras e escapar do rebaixamento. Houve também que sugerisse a manutenção do auxiliar Jayme de Almeida, que comandará o time diante do Náutico no domingo, até o fim do campeonato. A hipótese, no entanto, é muito improvável.
 
Fonte: espn.com.br

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