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Nos pênaltis e com muito equilíbrio, Espanha bate Itália e enfrenta Brasil na final

Nos pênaltis e com muito equilíbrio, Espanha bate Itália e enfrenta Brasil na final
Foto: Roberto Vazquez/Futura Press/ Estadão Conteúdo
Mesmo sendo um clássico, o jogo entre Itália e Espanha tinha um favorito. Os espanhóis entraram em campo nesta quinta-feira (27), no Castelão, em Fortaleza, com o favoritismo para passar para a final da Copa das Confederações. No entanto, a Seleção Italiana se impôs e trouxe muita dificuldade para o futebol de posse de bola da Fúria. Mas, apesar do empate no tempo real, quando a Azurra dominou, e na prorrogação, quando a Espanha perdeu inúmeras chances, na disputa de pênaltis o favoritismo se confirmou. Em uma disputa bastante equilibrada, onde todos os cobradores foram bem, foi preciso sete cobranças para definir o resultado. Bonucci mandou por cima do gol e, com isso, a Espanha se classificou para final. Agora a Fúria enfrentará o Brasil no próximo domingo (30) no Maracanã.
 
Itália consegue “parar” Espanha e é melhor no primeiro tempo
Como de costume, nos primeiros minutos de jogo a bola praticamente só rodou pelos pés dos espanhóis. Com facilidade, a Espanha dominava os italianos, aproveitando os passes em profundidade do craque Andrés Iniesta. Enquanto isso, a Itália tinha dificuldade de sair jogando e, dessa forma, apostava no contra-ataque. Os italianos faziam uma marcação homem a homem para impedir a saída de bola do adversário.
 
Com a Itália focando na defesa, a Espanha não tinha tanta liberdade para chegar ao gol. Por isso, na primeira metade do primeiro não houve grandes chances de abrir o placar. A primeira oportunidade saiu do lado italiano. Utilizando os laterais para atacar, a Azurra assustou o goleiro Casillas. Gilardino cruzou rasteiro pela direita e consegue o desvio, mas a bola sai pelo lado do gol.
 
A Itália cresceu no jogo e passou a trazer perigo a Espanha. Aquele domínio inicial foi substituído por boas chegadas italianas. Aos 16 minutos Casillas salvou espanhóis. De Rossi lança para Maggio na entrada da área. O lateral vê o goleiro espanhol adiantado e cabeceia, mas o arqueiro consegue se recuperar.  E foi Casillas o jogador da Fúria mais exigido. Aos 35, Maggio cabeceia para o gol e o goleiro faz uma defesa incrível. 
O reflexo da superioridade italiana foi a queda de posse de bola da Seleção Espanhola no final da primeira etapa.  No entanto, os espanhóis ainda conseguiram criar uma excelente chance de abrir o placar aos 36 minutos, mas Fernando Torres não aproveitou. Ele recebeu na área e chutou cruzado, porém a bola saiu pelo lado do gol de Buffon. 

Itália continua melhor no segundo tempo, mas jogo vai para prorrogação
No segundo tempo, a Espanha voltou mais contida, mostrando mais respeito à Itália. Mas o jogo continuava com a marcação forte da Itália e a posse de bola da Espanha, porém, com dificuldades de chegar ao gol de Buffon. Os italianos diminuíram de ritmo e não conseguiam mais ter o mesmo poder ofensivo. Por isso, passou a ter dificuldades de criar jogadas. Enquanto isso, a Espanha arriscava de fora da área para tentar se livrar da boa marcação italiana. 

Com o passar do tempo, a Itália conseguia envolver a Espanha e fazer com que a Fúria passasse a correr atrás da bola, o que é incomum para
os espanhóis. As chances de gols, para os dois lados, no entanto, não eram tão frequentes. Com o visível cansaço dos jogadores, a velocidade da partida diminuía a cada minuto. Quando a Espanha conseguiu fazer uma jogada com cara de Espanha, o zagueiro Piqué isolou a bola, na cara do gol, recebida de Fernando Torres. 

Com a proximidade do final, os jogadores pareciam querer resolver logo a partida, tentando evitar os 30 minutos de prorrogação. Mas não teve jeito. Sem gols nos 90 minutos, a vaga para a final ficou para ser decidida em outro tempo. 

Prorrogação começa com pressão dos dois lados
Os primeiros minutos de prorrogação começaram animados. No primeiro minuto, Navas obrigou Buffon a fazer boa defesa. No lance seguinte, no entanto, a Itália respondeu. Giovinco tentou o chute, foi travado e a bola sobrou Giaccherini que chutou forte e carimbou a trave. Após a jogada, novamente foi a vez dos espanhóis atacarem. Aos seis, a bola sobra limpa para Sergio Ramos, mas De Rossi chega na hora certa e trava o chute.
 
Os espanhóis tiveram uma melhora na prorrogação e tiveram mais chances de gols do que nos 90 minutos. Iniesta mais uma vez fez boa jogada, aos 8 minutos, e tocou por cima para Jordi Alba. No entanto, ele chutou por cima do gol, assustando o arqueiro italiano.

Espanha pressiona e quase abre o placar
No segundo tempo da prorrogação a Itália, visivelmente mais cansada, tentava segurar a bola. No entanto, a Espanha continuava melhor. Aos 3 minutos, Matta recebeu na entrada da área e levou perigo ao gol de Buffon. A melhor chance espanhola foi aos 9 minutos. Xavi soltou uma bomba da entrada da área e Buffon pegou mal na bola dando rebote. Na sobra, Javi Martínez chuta cruzado, mas bola vai para fora. Enquanto a Fúria queria decidir de uma vez por todas o jogo, os italianos buscavam diminuir a pressão e pareciam já querer a disputa de pênaltis.

Disputa de pênaltis com muito equilíbrio
Após 120 minutos sem gols, a Itália cobrou o primeiro pênalti com Canbreva e, de cavadinha e muita frieza, o meia abriu a contagem. Logo depois foi a vez de Xavi igualar para a Espanha. Aquilani fez o segundo dos italianos cobrando no mesmo lado de Casillas, que quase pega. Buffon também foi no lado certo da cobrança de Iniesta, mas não teve chances de pegar. De Rossi foi o terceiro cobrador e mais um corajoso. Ele cobrou sem olhar para bola e fez 3 a 2. Piqué foi lá e empatou. 3 a 3. Giovinco não deu nem chances de Casillas ir na bola e marcou o 4. Sergio Ramos também ousou, mas garantiu o quarto gol espanhol. A quinta cobrança italiana veio dos pés de Pirlo que não decepcionou e marcou. Matta também marcou e começou as cobranças alternadas.
 
Nas alternadas, Montolivo marcou. Ficou para Busquets a responsabilidade e ele não decepcionou. O zagueiro Bonucci, no entanto, desperdiçou e isolou a bola. Jesus Navas, então, poderia selar a classificação espanhola e foi o que ele fez. Espanha e Brasil confirmaram o favoritismo e estão na final da Copa das Confederações.
 
FICHA TÉCNICA
Copa das Confederações
Espanha 0 X 0 Itália
Prorrogação: 0 X 0
Pênaltis: Espanha 7 X 6 Itália
Local: Estádio Castelão, em Fortaleza (CE)
Data: 27 de junho de 2013, quinta-feira
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)
Assistentes: Michael Mullarkey e Darren Cann (Inglaterra)
 
Espanha: Casillas; Arbeloa, Sergio Ramos, Piqué e Jordi Alba; Busquets, Xavi, Iniesta e David Silva (Jesus Navas); Pedro (Juan Mata) e Fernando Torres. Técnico: Vicente del Bosque.
 
Itália: Buffon; Maggio, Bonucci, Chiellini e De Sciglio; De Rossi, Pirlo, Montolivo (Barzaqli), Marchisio (Aquilani) e Diamanti; Gilardino. Técnico: Cesare Prandelli.

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